Jornada

22 de maio de 2024

Meu primeiro contato com as questões referentes a sustentabilidade foram ainda no infantil. Escutava, cantava, desenhava e pintava sobre não jogar lixo no chão, economizar água, reciclagem e plantar árvores. Participávamos de ações no dia da água, dia da terra, dia da chuva e por aí vai. E eu levava a sério mas acreditava que estava resolvido, e eu pensava “se todo mundo aprende sobre como salvar o planeta na escola, todo mundo vai fazer a sua parte e não teremos mais problemas”.

Já no ensino fundamental as ações continuaram, a música diminuiu e os trabalhos, pesquisas, excursões surgiram. Não cantávamos mais sobre a água, agora apresentávamos pesquisas, ideias, participávamos de discussões… eu continuava achando que estava resolvido.

Foi no ensino médio, na minha adolescência que fui bombardeada de informações que começaram a tirar minha esperança. Aprendi sobre como a água realmente estava sendo desperdiçada, já não dependia mais de mim, eu sabia que poderia tomar banhos de 1 minuto e poderia lavar o carro na água da chuva mas do que isso adiantaria se a indústria da moda é responsável pela maior quantidade de água gasta no mundo? Aprendi que eu poderia evitar a emissão de gás carbônico se eu caminhasse mais, andasse de bicicleta ou transporte público. Mas do que isso adianta se o maior emissor de gases de efeito estufa no Brasil é a agropecuária? Por aí vai.

Eu entrei na faculdade já com essa falta de esperança me consumindo completamente,  com o sentimento de que nada do que eu fizesse poderia mudar alguma coisa. Mas eu entrei em contato com professores, colegas, marcas recém criadas, ações, etc, que não tinham perdido a esperança e que estavam lá todos os dias tentando fazer a diferença. Foi logo no primeiro ano que eu entendi que na moda, sustentabilidade não é para ser diferencial e jogada de marketing, é para ser o básico, o mínimo. Foi também quando entendi que vivemos na época do consumo exacerbado e me foi introduzido os conceitos de economia circular e upcycling, até então eu poderia voltar a ver a luz no fim do túnel.

E logo se iniciou a pandemia, e tudo o que eu havia aprendido até então parecia crescer mais ainda diante dos meus olhos. Foi um período em que eu fui uma daquelas pessoas que não fingia que estava tudo bem mas também não vivia da tragédia. Fiquei anestesiada por um bom tempo até as coisas normalizarem (dentro do possível) e a jornada presencial na faculdade retornar. Deste ponto em diante eu cheguei a conclusão de que o mundo não ia ser salvo com upcycling e compras no brechó porque o hábito de consumo só aumenta e o descarte de lixo continua como se ninguém tivesse aprendido na escola tudo o que eu aprendi.

E essa foi a realização mais dura para mim, a maior parte das pessoas não tinha aprendido o que eu aprendi, e se a elas foi ensinado, elas não entenderam ou não quiseram entender e muitos optam por não se importar e por viver na bolha. E pior foi entender que muitas dessas pessoas estão em locais de influência, donas da indústria, da política e da economia. E saber que o desprezo com questões ambientais se deve ao dinheiro e a ganância, partiu meu coração.

Eu logo retornei ao pessimismo e foquei apenas no meu TCC, na minha festa de formatura e nas candidaturas para emprego. Interessante que a oportunidade de trabalhar na no.wasTee apareceu ao mesmo tempo que as enchentes no Rio Grande do Sul chegaram a tamanhos desproporcionais enquanto eu sentia o desespero de não poder fazer nada além de divulgar ações e doações. Eu senti que ia ter a oportunidade de participar de algo que poderia realmente fazer a diferença no mundo em grande escala, ajudando a divulgar algo que pode impactar a indústria que mais descarta lixo e gasta água no mundo.

Eu revivi o sentimento de querer fazer a diferença e em casa eu continuo a fazendo tudo aquilo que eu aprendi na escola. E você, já reviveu esse sentimento? Se junte ao movimento da no.wasTee e faça a diferença, não temos tempo a perder.

 

Giovanna Wangham

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